Por que é importante trabalhar o tema “Prática Escolar Inclusiva” com profissionais da educação infantil?
Uma prática escolar inclusiva representa um compromisso ético e social com o direito de todas as crianças à educação de qualidade. Atualmente, a inclusão escolar é respaldada por marcos legais, como a Lei Brasileira de Inclusão (2015) e outras políticas públicas voltadas à garantia de direitos, porém, essas legislações são relativamente recentes e o desconhecimento confere muitos desafios para promover a participação de estudantes com deficiência e/ou transtornos mentais.
As atitudes, estratégias e sensibilidade de um educador influenciam diretamente a forma como a criança vivencia a escola. Quando este compreende as características de um desenvolvimento humano atípico, isso facilita o reconhecimento das necessidades específicas daquela criança e possibilita que adaptações aconteçam na comunicação, no material, no espaço e no tempo, favorecendo não apenas a aprendizagem, mas também a participação, o bem estar e o sentimento de pertencimento. Pequenas mudanças na organização da rotina, nos recursos didáticos e na mediação das relações podem transformar a experiência escolar em um ambiente acolhedor, seguro e promotor do desenvolvimento integral.
Famílias de crianças com deficiência e/ou transtornos mentais enfrentam desafios significativos relacionados ao acesso a serviços, ao preconceito e às incertezas sobre o desenvolvimento de seus filhos (as). Quando encontram uma equipe escolar preparada e que facilite a construção de estratégias em conjunto, forma-se uma rede de apoio importante para esta trajetória. Dessa forma, a escola deixa de ser exclusivamente um espaço de ensino e passa a desempenhar um papel fundamental de acolhimento e suporte, tanto para a criança quanto para sua família.
“É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”
(Provérbio africano)
Texto por Marina R. Lima
Psicóloga e colaboradora no Instituto Superatum.


